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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Pedro Tamen


Pedro Tamen vence primeiro Prémio Literário Inês de Castro

A primeira edição do Prémio Literário Inês de Castro foi atribuída a Pedro Tamen pela obra «Analogia e Dedos», revelou hoje à agência Lusa Aníbal Pinto de Castro, presidente da fundação que instituiu o galardão.

O prémio, criado pela Fundação Inês e Castro (FIC), foi atribuído este ano pela primeira vez, sendo entregue a Pedro Tamen no sábado, numa cerimónia presidida pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

O júri que escolheu Pedro Tamen integrava, além de Aníbal Pinto de Castro, José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães e Frederico Lourenço.

Segundo o presidente da FIC, catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a Fundação Inês de Castro atribuiu também o Tributo de Consagração a Urbano Tavares Rodrigues, pelo conjunto da sua obra.

No final do ano passado, Pedro Tamen arrebatou, com a mesma obra, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, relativo a livros publicados em 2006.

O poeta e tradutor nasceu em Lisboa em 1934. Entre as suas obras contam-se «O Sangue, a Água e o Vinho», «Escrito de Memória» e «Dentro de Momentos».

Com o valor de 5000 euros, o Prémio Literário Inês de Castro pretende distinguir uma obra sobre a temática do mito inesiano, «podendo abranger temas tão abrangentes como a paixão, a vingança, a tragédia, a razão de Estado ou outros aspectos da representação histórico-cultural portuguesa».

A Fundação Inês de Castro celebra sábado o seu terceiro aniversário com diversos eventos ligados aos temas inesianos, com a participação de várias figuras das artes e da política portuguesa.

Além da entrega dos prémios, está prevista uma visita ao jardim medieval e à mata da Quinta das Lágrimas.

Serão também anunciadas as novas iniciativas promovidas pela FIC no sentido de favorecer a investigação e divulgação da história, da cultura e da arte relacionadas com temas inesianos.

Criar um «site» na Internet com informação de carácter bibliográfico e cultural sobre o tema de Inês de Castro e dotar de um espaço próprio o museu instalado numa das galerias do hotel são algumas das actividades previstas.

Segundo Aníbal Pinto de Castro, além de um concurso de fotografia sobre Inês de Castro e Coimbra e de iniciativas culturais no jardim medieval e na mata, está igualmente previsto um projecto de ateliers para crianças e adolescentes, destinado a fomentar o gosto pelas artes entre os mais novos.

A FIC foi fundada em Janeiro de 2005 por ocasião das comemorações dos 650 anos da morte de Inês de Castro.

Diário Digital / Lusa

10-01-2008 13:48:00

quarta-feira, novembro 14, 2007

INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS

AINDA NOVEMBRO 2007

NO INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS

Esta semana, para além do workshop de Pierre Pratt que está a decorrer até
dia 15 e da Temporada Miso Music Portugal (ver toda a programação em
www.misomusic.com ), teremos mais dois concertos
Antena 2 (23 e 30 às 19h00) com programas bem diversos, uma homenagem a
Jacques Prévert por ocasião do seu 30º aniversário (dia 22 às 18h30), o
Festival Musidanças (de 22/11 a 1/12) e ainda um espectáculo de dança, a não
perder, com o coreógrafo e bailarino Francis Plisson e o músico Carlos
Zíngaro (dia 27).

Duas exposições estão ainda patentes na Luís Bívar, 91 do ilustrador Pierre
Pratt (NLF) e Bleu Espace de Marjolaine Pigeon que pode visitar até dia 31
de Outubro.

Não esquecer também os espaços de debate. Depois do Café Philo (14 às 21h00
– O Poder) e do Bar das Ciências o Encontro com o Le Monde Diplomatique está
marcado para dia 15 de Novembro às 21h30 e será em torno de O Médio Oriente
Remodelado com a participação do jornalista João Goulão

22 de NOVEMBRO às 18h30 no IFP – Entrada livre

Jacques Prévert

Por ocasião do trigésimo aniversário da morte de Jacques Prévert, e fazendo
eco da publicação em Maio passado na Gallimard do livro Octobre. Sketches et
chœurs parlés pour le groupe Octobre (1932-1936), reunidos e comentados por
André Heinrich ;

O IFP propõe-vos uma homenagem a Jacques Prévert com a actriz e escritora
Eduarda Dionísio, o actor e encenador Jorge Silva Melo que fará algumas
leituras, a tradutora Manuela Torres, o editor João Rodrigues e o
historiador André Heinrich.

De 22 de Novembro a 1 de Dezembro, IFP

7ª Edição do Festival Musidanças

Concertos e workshops

Toda a programação em www.musidancas.com~

Preço dos bilhetes concertos: 10€


Dia 23 de Novembro, 19h00 – Concerto Antena 2 – Entrada livre


Da nossa voz


Polifonias tradicionais femininas



CRAMOL – Grupo de canto de mulheres

Um grupo de mulheres canta, muitas das vezes em círculo, polifonias
tradicionalmente reservadas ao seu género. Estas mulheres, que partilham a
mesma origem urbana, mas que têm profissões e idades muito diversificadas,
procuram no seu interior o timbre e a disposição que nasce com cada útero.
Esse timbre, por vezes estranho, por vezes estridente, toma diferentes
formas não só consoante as regiões do país, mas também conforme a situação
em que a canção é evocada, aquilo que conta ou de quem lhe dá voz. Trata-se
de uma pesquisa íntima para cada uma destas mulheres, tomada como uma
aventura - a aventura de descobrir a essência e a força da sua feminilidade.
É afinal uma outra forma de embalar um filho, de se dizer que se está feliz,
que se está em sofrimento, que se está apaixonada. O grande desafio é, mais
do que reproduzir fielmente os cantos tradicionais de mulheres, enfrentar
uma nova disponibilidade da voz e do corpo, recriando uma temporalidade que
se julgou perdida nas sociedades de hoje.

Transmissão em directo pela Antena 2

24 de Novembro

Hora do Conto – excursão ao Barreiro para a Ilustrarte 2007

Informações: Mediateca do IFP: 21 311 14 21


27 de Novembro, às 21h00, IFP - Dança

L’écho de mon corps répété dans le battement d’une aile murmurante

Um espectáculo fruto da colaboração do coreógrafo e bailarino Francis
Plisson e do violinsta Carlos Zíngaro.
“O título dá sentido a toda a peça : a procura sobre a relação música e
dança é central. A nossa cumplicidade com Carlos Zíngaro em torno da questão
“como fazer com que o público entre no interior de um corpo dançante?
permitiu-nos explorar novas vias...” Francis Plisson

Bilhetes: 10 euros | 5 euros

30 de NOVEMBRO, 19h00, IFP – Concerto Antena 2 – Entrada livre

Ana Carolina Libânio (piano)

No programa : S. Prokofiev - Sonata Nº7 , H. Villa-Lobos - A Prole do Bébé
Suite Nº.2, L. V. Beethoven - Sonata Nº30 em mi maior, Op.109

Transmissão em directo pela Antena 2

Margarida Antunes da Silva

Attachée de Presse/Relations Publiques

Instituto Franco-Português

Av. Luís Bívar, 91

1050-143 Lisboa

Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63

margarida.silva@ifp-lisboa.com

segunda-feira, outubro 01, 2007

Fundação Gulbenkian

A uma pergunta aparentemente tão singela como “A ciência
terá limites?”, só se pode responder de modo igualmente
singelo: depende. Isto é, os limites dependem da maneira
como a ciência é encarada, pois a ciência resulta da tentativa
de melhor compreender a realidade em que nos encontramos
imersos, uma realidade tão multifacetada quanto complexa.
Em primeiro lugar, a ciência pode ser considerada como
um domínio do conhecimento. Nesta perspectiva, a ciência
dedica-se ao estudo dos fenómenos da Natureza e das suas
interacções. Sendo o Universo infinito, o processo de o apreendermos
não pode ser limitado. O progresso da ciência, neste
quadro, não conhece limites.
Mas podemos igualmente observar que, sendo a ciência
um domínio do conhecimento, ela exprime-se e comunica-se
de maneira semelhante à dos outros domínios, isto é, usando
linguagens especializadas. Nestes termos, a precisão da
descrição da realidade e dos seus fenómenos está condicionada
à pertinência dessas linguagens e dos seus componentes
(a música, por exemplo, não se traduz bem por palavras).
Nesta perspectiva, os limites surgem da incapacidade de
inventar novas linguagens.
Por outro lado, a especialização crescente acarreta uma
progressiva fragmentação das disciplinas científicas e um
distanciamento cada vez maior em relação aos outros domínios
do conhecimento. Os limites da ciência corresponderão
neste caso às fronteiras cognitivas dos outros domínios,
que serão tanto mais inultrapassáveis quanto o esforço
de comunicação interdisciplinar se tornar desaconselhado,
ou mesmo proscrito.
Mas a ciência não se pode fazer, nem praticar, sem cientistas.
Nesta medida, poder-se-á afirmar que os limites societais
impostos à liberdade de acção das comunidades científicas
serão determinantes para o desenvolvimento futuro da
ciência. Essas barreiras, resultantes das percepções sobre
o valor da ciência para as economias e as sociedades em
que essas comunidades se inserem, são uma das mais fortes
condicionantes das nossas possibilidades de adaptação
e de ajustamento a novas situações e condições de vida.
Espero, com esta enumeração simples de limites, condições,
barreiras e constrangimentos, ter despertado o apetite e o
interesse para a discussão das várias atitudes e posições
que não deixarão de ser apresentadas pelos oradores convidados
na Conferência Internacional de 25 e 26 de Outubro
próximo. Veremos certamente como as humanidades,
as ciências sociais e os diversos ramos da ciência encaram
a questão posta consoante as estratégias de descoberta
e as visões do mundo de que são portadoras.
Sobretudo, esta oportunidade de diálogo deverá permitir
uma reflexão sobre o limite fundamental da nossa aventura
como espécie biológica no planeta – a imaginação. Porque
é a imaginação que nos faz sonhar. E transformar os sonhos
em realidade. ■
por João Caraça

http://www.gulbenkian.org/v1/newsletters/87.pdf