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segunda-feira, abril 14, 2008
domingo, novembro 04, 2007
Espaço-Tempo
Acho que o pensamento consegue alterar a intensidade das funções ondu-
latórias quânticas. Ora a intensidade de uma onda quântica é uma
medida de probabilidade da ocorrência de um acontecimento. Acredito que
quanto maior for o grau de consciência do observador tanto mais aumen-
tará a probabilidade da ocorrência do acontecimento. Eugene Wigner foi
um dos prImeir físicos a assinalar que a consciência modifica as ondas
quânticas, alterando pois o universi físico. Este laureado com o prémio
Nobel escreveu em 1967:
Na mecânica quântica, o papel dos seres dotados de consciência deve-
rá ser diferente daquele que é desempenhado pelos aparelhos de medi-
ção inanimados (...) Por outras palavras, a impressão obtida numa
interaçção, também chamada resultado de uma observação, modifica a
função ondulatória do sistema. Mais ainda, a função ondulatória mo-
dificada é geralmente imprevisível antes da impressão obtida haver
penetrado na nossa consciência; é a entrada de uma impressão na nos-
sa consciência que vai alterar a função ondulatória, pois ela vai mo-
dificar a nossa avaliação probabilística relativa a impressões diferentes
que esperamos receber no futuro. É neste ponto que, inevitável e inal-
teravelmente a consciência entra na teoria.
As condições e propriedades físico-químicas (...) não apenas criam a
consciência, elas influenciam também profundamente as sensações
[do ser]. Inversamente, será que a consciêncla influencia as condições
físico-químicas? Por outras palavras, será que o corpo humano se
desvia das leis da física, como revela o estudo da natureza inanimada?
A resposta tradicional a esta pergunta é "Não": o corpo influencia a
mente mas a mente não influencia o corpo.
O facto de me haver apercebido de que os objectos físicos e os valores
espirituais possuem um tipo de realidade muito semelhante contribuiu
de algum modo para a minha paz interior - (...) seja como for, este é
o único ponto de vista consistente com a mecânica quântica.
E. WIGNER, Symmetries and Reflections
(Indiana University Press, Bloomington, 1967), pp. 183, 188, 192.
TEMPO-ESPAÇO E MAIS ALÉM
Bob Toben e Fred Alan Wolf
em conversa com físicos teóricos
VIA OPTIMA
2º edição
1999
latórias quânticas. Ora a intensidade de uma onda quântica é uma
medida de probabilidade da ocorrência de um acontecimento. Acredito que
quanto maior for o grau de consciência do observador tanto mais aumen-
tará a probabilidade da ocorrência do acontecimento. Eugene Wigner foi
um dos prImeir físicos a assinalar que a consciência modifica as ondas
quânticas, alterando pois o universi físico. Este laureado com o prémio
Nobel escreveu em 1967:
Na mecânica quântica, o papel dos seres dotados de consciência deve-
rá ser diferente daquele que é desempenhado pelos aparelhos de medi-
ção inanimados (...) Por outras palavras, a impressão obtida numa
interaçção, também chamada resultado de uma observação, modifica a
função ondulatória do sistema. Mais ainda, a função ondulatória mo-
dificada é geralmente imprevisível antes da impressão obtida haver
penetrado na nossa consciência; é a entrada de uma impressão na nos-
sa consciência que vai alterar a função ondulatória, pois ela vai mo-
dificar a nossa avaliação probabilística relativa a impressões diferentes
que esperamos receber no futuro. É neste ponto que, inevitável e inal-
teravelmente a consciência entra na teoria.
As condições e propriedades físico-químicas (...) não apenas criam a
consciência, elas influenciam também profundamente as sensações
[do ser]. Inversamente, será que a consciêncla influencia as condições
físico-químicas? Por outras palavras, será que o corpo humano se
desvia das leis da física, como revela o estudo da natureza inanimada?
A resposta tradicional a esta pergunta é "Não": o corpo influencia a
mente mas a mente não influencia o corpo.
O facto de me haver apercebido de que os objectos físicos e os valores
espirituais possuem um tipo de realidade muito semelhante contribuiu
de algum modo para a minha paz interior - (...) seja como for, este é
o único ponto de vista consistente com a mecânica quântica.
E. WIGNER, Symmetries and Reflections
(Indiana University Press, Bloomington, 1967), pp. 183, 188, 192.
TEMPO-ESPAÇO E MAIS ALÉM
Bob Toben e Fred Alan Wolf
em conversa com físicos teóricos
VIA OPTIMA
2º edição
1999
quarta-feira, setembro 19, 2007
Meteorito
Sciences
Plus de panique que de mal au Pérou après la chute d'une météorite
Des scientifiques ont écarté tout risque de radiation lié à la chute d'une météorite près de Caranca (sud-est), un petit village du Pérou, alors qu'une soudaine recrudescence de cas de nausées et de maux de tête au sein de la population a provoqué un vent de panique.
"Nous avons pu observer, grâce à des équipements de précision, qu'il n'y a aucune radioactivité", a déclaré à l'AFP Renan Ramirez, ingénieur de l'Institut péruvien de l'énergie nucléaire (IPEN), qui s'est rendu sur les lieux de l'impact qui s'est produit samedi près de Caranca, un petit village du département de Puno (sud-est), à quelques encablures de la frontière avec la Bolivie.
Depuis, au moins 200 personnes, affectées par divers troubles somatiques, tels que nausées et vomissements, ont requis des soins médicaux, a déclaré Nestor Quispe, le maire de la ville voisine de Desaguadero.
Selon Renan Ramirez, les malaises ont peut-être pour origine le dégagement de gaz tels que des sulfures, de l'arsenic et autres éléments toxiques produits par la collision.
"Il s'agit d'un météore conventionnel qui au moment du choc a engendré des gaz par la fusion avec des éléments terrestre", a précisé M. Ramirez.
Ces affections semblaient en effet provoquées par une "étrange odeur" émanant du cratère de 30 mètres de diamètre et 6 mètres de profondeur laissé par la météorite, a déclaré Jorge Lopez, directeur départemental de la santé, à la radio péruvienne RPP.
"De l'eau bouillante a commencé à sortir du cratère et on a trouvé des particules de roche et de la cendre aux alentours. Les riverains sont très préoccupés", a-t-il affirmé.
D'autant que sept policiers, qui s'étaient rendus sur place, avaient à leur tour manifesté des troubles similaires, avant d'être placés sous assistance respiratoire et hospitalisés.
A l'approche des lieux, M. Jorge Lopez a dit avoir personnellement ressenti une irritation du pharynx et des picotements dans les fosses nasales en dépit de son masque de protection.
Aucun cas d'affection grave n'a jusque-là été constaté, a assuré M. Lopez en signalant qu'un poste médical avait été spécialement ouvert à Caranca, et prévenu que les personnes affectées seraient examinées d'ici trois à six mois, par précaution.
La météorite, en s'écrasant, a également provoqué un tremblement de terre et un début de panique dans cette région rurale. Des témoins de la chute de la météorite ont raconté avoir vu une "boule de feu dans le ciel", pensant à un avion en flammes, une hypothèse rapidement exclue par les autorités.
L'ingénieur Ramirez a également écarté l'idée que l'objet puisse être un satellite qui n'aurait pas manqué d'émettre alors des "radiations et de contaminer la zone".
"En Caranca, on panique, il y a une grande peur car les habitants ont peur que d'autres objets puissent encore tomber de l'espace", a affirmé M. Quispe à l'AFP, ajoutant que les paysans redoutaient des séquelles et se plaignaient de rougeurs cutanées.
Selon le maire de Desaguadero, des agriculteurs des environs ont constaté que le bétail et la volaille présentaient "un comportement étrange et ne voulaient pas manger".
Quant aux autorités de l'Institut géophysique de l'Université de San Agustin de Arequipa, département voisin de Puno, elles ont demandé à la population de conserver son calme, soulignant qu'une situation de psychose collective risquait surtout d'émerger.
http://tempsreel.nouvelobs.com/depeches/sciences/20070919.SCI2233/plus_de_panique_que_de_mal_au_perou_apres_la_chute_dune.html
Plus de panique que de mal au Pérou après la chute d'une météorite
Des scientifiques ont écarté tout risque de radiation lié à la chute d'une météorite près de Caranca (sud-est), un petit village du Pérou, alors qu'une soudaine recrudescence de cas de nausées et de maux de tête au sein de la population a provoqué un vent de panique.
"Nous avons pu observer, grâce à des équipements de précision, qu'il n'y a aucune radioactivité", a déclaré à l'AFP Renan Ramirez, ingénieur de l'Institut péruvien de l'énergie nucléaire (IPEN), qui s'est rendu sur les lieux de l'impact qui s'est produit samedi près de Caranca, un petit village du département de Puno (sud-est), à quelques encablures de la frontière avec la Bolivie.
Depuis, au moins 200 personnes, affectées par divers troubles somatiques, tels que nausées et vomissements, ont requis des soins médicaux, a déclaré Nestor Quispe, le maire de la ville voisine de Desaguadero.
Selon Renan Ramirez, les malaises ont peut-être pour origine le dégagement de gaz tels que des sulfures, de l'arsenic et autres éléments toxiques produits par la collision.
"Il s'agit d'un météore conventionnel qui au moment du choc a engendré des gaz par la fusion avec des éléments terrestre", a précisé M. Ramirez.
Ces affections semblaient en effet provoquées par une "étrange odeur" émanant du cratère de 30 mètres de diamètre et 6 mètres de profondeur laissé par la météorite, a déclaré Jorge Lopez, directeur départemental de la santé, à la radio péruvienne RPP.
"De l'eau bouillante a commencé à sortir du cratère et on a trouvé des particules de roche et de la cendre aux alentours. Les riverains sont très préoccupés", a-t-il affirmé.
D'autant que sept policiers, qui s'étaient rendus sur place, avaient à leur tour manifesté des troubles similaires, avant d'être placés sous assistance respiratoire et hospitalisés.
A l'approche des lieux, M. Jorge Lopez a dit avoir personnellement ressenti une irritation du pharynx et des picotements dans les fosses nasales en dépit de son masque de protection.
Aucun cas d'affection grave n'a jusque-là été constaté, a assuré M. Lopez en signalant qu'un poste médical avait été spécialement ouvert à Caranca, et prévenu que les personnes affectées seraient examinées d'ici trois à six mois, par précaution.
La météorite, en s'écrasant, a également provoqué un tremblement de terre et un début de panique dans cette région rurale. Des témoins de la chute de la météorite ont raconté avoir vu une "boule de feu dans le ciel", pensant à un avion en flammes, une hypothèse rapidement exclue par les autorités.
L'ingénieur Ramirez a également écarté l'idée que l'objet puisse être un satellite qui n'aurait pas manqué d'émettre alors des "radiations et de contaminer la zone".
"En Caranca, on panique, il y a une grande peur car les habitants ont peur que d'autres objets puissent encore tomber de l'espace", a affirmé M. Quispe à l'AFP, ajoutant que les paysans redoutaient des séquelles et se plaignaient de rougeurs cutanées.
Selon le maire de Desaguadero, des agriculteurs des environs ont constaté que le bétail et la volaille présentaient "un comportement étrange et ne voulaient pas manger".
Quant aux autorités de l'Institut géophysique de l'Université de San Agustin de Arequipa, département voisin de Puno, elles ont demandé à la population de conserver son calme, soulignant qu'une situation de psychose collective risquait surtout d'émerger.
http://tempsreel.nouvelobs.com/depeches/sciences/20070919.SCI2233/plus_de_panique_que_de_mal_au_perou_apres_la_chute_dune.html
sexta-feira, agosto 24, 2007
Psicologia
PSYCHOLOGIE
Des expériences extracorporelles
au laboratoire
NOUVELOBS.COM 24.08.2007 12:06
D’où vient la conscience que nous avons de notre propre corps,
intimement liée à la conscience de soi ? Pour mieux comprendre
ces questions fondamentales, des chercheurs essaient de
reproduire les expériences extracorporelles.
Ehrsson touche un participant à un endroit qu'il ne voit pas tout en
projetant dans les lunettes vidéo l'image de l'objet touchant le corps.
(Henrik Ehrsson).
Comment, en laboratoire, amener des volontaires à ‘’sortir de leur
corps’’, sans leur donner de stupéfiants ou déclencher une crise
d’épilepsie ? Deux expériences menées indépendamment, en Suisse
et en Suède, apportent une solution. Grâce à la réalité virtuelle,
il est possible de montrer à un quelqu’un son propre corps et de
créer une confusion sur sa localisation réelle, autrement dit de
perturber la conscience de son propre corps, expliquent deux
articles publiés aujourd’hui dans la revue Science.
Longtemps confinées à la littérature fantastique ou au cercle
du paranormal, les expériences extracorporelles ont intrigué
les chercheurs en neurosciences. Un dysfonctionnement cérébral,
lié à une attaque ou à la prise de drogues, provoque chez
certaines personnes l’impression de voir leur propre corps
sans faire partie de ce corps, tout en étant éveillées et
conscientes. L’unité entre le corps et le ‘’soi’’ est rompue.
En étudiant ces situations exceptionnelles, les scientifiques
cherchent à comprendre les bases neurobiologiques de la
conscience de soi.
Henrik Ehrsson (Institut Karolinska, Suède) et l’équipe d’Olaf
Blanke (Ecole polytechnique fédérale de Lausanne, Suisse) ont,
chacun de leur côté, utilisé des lunettes vidéo pour projeter
devant les yeux des volontaires l’image de leur propre corps vu
de derrière. Pour créer une confusion, les chercheurs ont touché
les personnes dans le dos, par exemple, puis les ont interrogées
sur leurs sensations. Lorsque le toucher réel était synchronisé
avec l’image de l’objet en train de toucher leur corps, les
personnes imputaient la sensation à l’objet qu’elles voyaient.
Cela signifie que la localisation du soi n’est plus strictement
dans les limites du corps, expliquent les chercheurs.
Lorsque l’image projetée n’était plus leur propre corps mais
la simple représentation d’un corps ou un objet, les volontaires
ne ressentaient pas la même dissociation, relate Blanke et ses
collègues.
Les sensations obtenues en laboratoire ne sont pas aussi fortes
que les expériences extracorporelles réelles. Certains participants
ont jugé l’expérience étrange, bizarre, voire dérangeante, mais
aucun n’a eu la sensation de totalement sortir de son corps,
explique Olaf Blanke. Quoi qu’il en soit, la réalité virtuelle
combinée au toucher crée des perturbations sensorielles et offrent
aux chercheurs de nouvelles possibilités pour étudier la conscience
que chacun a de son corps.
Pour Henrik Ehrsson, la vision est essentielle à cette conscience :
nous situons notre ‘’moi’’ là où est notre regard,estime ce chercheur.
«Video ergo sum» (je vois donc je suis) résument Blanke et ses
coauteurs dans le titre de leur article.
Cécile Dumas
Sciences et Avenir.com
(23/08/07)
Des expériences extracorporelles
au laboratoire
NOUVELOBS.COM 24.08.2007 12:06
D’où vient la conscience que nous avons de notre propre corps,
intimement liée à la conscience de soi ? Pour mieux comprendre
ces questions fondamentales, des chercheurs essaient de
reproduire les expériences extracorporelles.
Ehrsson touche un participant à un endroit qu'il ne voit pas tout en
projetant dans les lunettes vidéo l'image de l'objet touchant le corps.
(Henrik Ehrsson).
Comment, en laboratoire, amener des volontaires à ‘’sortir de leur
corps’’, sans leur donner de stupéfiants ou déclencher une crise
d’épilepsie ? Deux expériences menées indépendamment, en Suisse
et en Suède, apportent une solution. Grâce à la réalité virtuelle,
il est possible de montrer à un quelqu’un son propre corps et de
créer une confusion sur sa localisation réelle, autrement dit de
perturber la conscience de son propre corps, expliquent deux
articles publiés aujourd’hui dans la revue Science.
Longtemps confinées à la littérature fantastique ou au cercle
du paranormal, les expériences extracorporelles ont intrigué
les chercheurs en neurosciences. Un dysfonctionnement cérébral,
lié à une attaque ou à la prise de drogues, provoque chez
certaines personnes l’impression de voir leur propre corps
sans faire partie de ce corps, tout en étant éveillées et
conscientes. L’unité entre le corps et le ‘’soi’’ est rompue.
En étudiant ces situations exceptionnelles, les scientifiques
cherchent à comprendre les bases neurobiologiques de la
conscience de soi.
Henrik Ehrsson (Institut Karolinska, Suède) et l’équipe d’Olaf
Blanke (Ecole polytechnique fédérale de Lausanne, Suisse) ont,
chacun de leur côté, utilisé des lunettes vidéo pour projeter
devant les yeux des volontaires l’image de leur propre corps vu
de derrière. Pour créer une confusion, les chercheurs ont touché
les personnes dans le dos, par exemple, puis les ont interrogées
sur leurs sensations. Lorsque le toucher réel était synchronisé
avec l’image de l’objet en train de toucher leur corps, les
personnes imputaient la sensation à l’objet qu’elles voyaient.
Cela signifie que la localisation du soi n’est plus strictement
dans les limites du corps, expliquent les chercheurs.
Lorsque l’image projetée n’était plus leur propre corps mais
la simple représentation d’un corps ou un objet, les volontaires
ne ressentaient pas la même dissociation, relate Blanke et ses
collègues.
Les sensations obtenues en laboratoire ne sont pas aussi fortes
que les expériences extracorporelles réelles. Certains participants
ont jugé l’expérience étrange, bizarre, voire dérangeante, mais
aucun n’a eu la sensation de totalement sortir de son corps,
explique Olaf Blanke. Quoi qu’il en soit, la réalité virtuelle
combinée au toucher crée des perturbations sensorielles et offrent
aux chercheurs de nouvelles possibilités pour étudier la conscience
que chacun a de son corps.
Pour Henrik Ehrsson, la vision est essentielle à cette conscience :
nous situons notre ‘’moi’’ là où est notre regard,estime ce chercheur.
«Video ergo sum» (je vois donc je suis) résument Blanke et ses
coauteurs dans le titre de leur article.
Cécile Dumas
Sciences et Avenir.com
(23/08/07)
terça-feira, agosto 14, 2007
Le hasard

Et si la vie devait tout au hasard...
Le hasard fait décidément bien les choses.
Car de récentes découvertes l'affirment:
depuis la diversité des especes jusqu'à
nos cellules, le hasard joue un rôle clé à
toutes les étapes du vivant. Au point que,
sans lui, la vie n'existerait pas! Révéla-
tions sur le vrai maître de notre destinée.
Par Rauscher, M. Valin, C. Baudouin, F. Lassagne
SCIENCE & VIE
N.º1079
Aôut 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
Ciência
Sciences
Des astronomes suisses découvrent une exoplanète de
Des astronomes suisses découvrent une exoplanète de
"glace chaude"
AFP 16.05.2007 13:45
Des astronomes de l'Université de Genève ont découvert qu'une
AFP 16.05.2007 13:45
Des astronomes de l'Université de Genève ont découvert qu'une
planète tournant autour d'une petite étoile située à trente
années-lumière de la Terre pourrait être composée de "glace
chaude".
Cette exoplanète, connue des scientifiques depuis trois ans,
Cette exoplanète, connue des scientifiques depuis trois ans,
fait 22 fois la masse de notre planète et orbite autour d'une
"naine rouge" baptisée GJ436, souligne mercredi l'Université
de Genève dans un communiqué.
La planète, l'une des quelque 220 connues à ce jour pour exister
La planète, l'une des quelque 220 connues à ce jour pour exister
en dehors du système solaire, avait été découverte par la méthode
dite des "vitesses radiales", qui donne incidemment de bonnes
indications sur sa masse.
Depuis l'observatoire OFXB de Saint-Luc (Valais), les astronomes
Depuis l'observatoire OFXB de Saint-Luc (Valais), les astronomes
suisses ont cette fois-ci surpris la planète lorsqu'elle transitait entre
son astre et la Terre.
La mesure de l'infime atténuation de la luminosité de l'astre par
son satellite leur a permis de déterminer la taille de la planète.
En croisant les deux mesures - masse et taille de l'exoplanète -
En croisant les deux mesures - masse et taille de l'exoplanète -
-les astronomes ont pu en déduire sa densité. Et, surprise, cette
densité ne correspondait ni à celle d'une planète rocheuse, comme
la Terre, ni à celle d'une planète gazeuse.
Cette planète devrait en fait être composée d'eau.
Selon les chercheurs suisses, la proximité entre la planète et son
Selon les chercheurs suisses, la proximité entre la planète et son
étoile, ainsi que le vraisemblable effet de serre qu'elle subit,
permettent d'évaluer la température à sa surface à plus de
300 degrés centigrades.
Si l'eau de son atmosphère se trouve donc à l'état de vapeur,
Si l'eau de son atmosphère se trouve donc à l'état de vapeur,
celle à l'intérieur de la planète devrait exister sous forme de
glace chaude, un état de l'eau inconnu sur la Terre, mais déjà
reproduit en laboratoire.
"A très haute pression, la glace se transforme d'abord en eau
"A très haute pression, la glace se transforme d'abord en eau
liquide, puis en solide plus dense que l'eau et la glace, de la
même manière que le carbone -sous forme de graphite -
-se transforme en diamant sous la pression", explique
Frédéric Pont, spécialiste des transits à l'Université de Genève.
"Si nos océans étaient beaucoup plus profonds, ces formes
exotiques de glace se formeraient sur leur fond", ajoute
M. Pont, cité dans le texte.
Les astronomes suisses vont maintenant tenter d'analyser
Les astronomes suisses vont maintenant tenter d'analyser
l'atmosphère de la planète, par analyse spectrographique
de la lumière de l'étoile, avant et pendant son occultation
par son satellite. Par soustraction, ils devraient
pouvoir déduire les éléments constituant l'atmosphère
de l'exoplanète.
Ces mesures sont impossibles depuis le sol - l'atmosphère
Ces mesures sont impossibles depuis le sol - l'atmosphère
terrestre contenant de la vapeur d'eau - et devront être
effectuées par les télescopes spatiaux Hubble et Spitzer.
"Mais c'est une expérience très difficile à mener, du fait
de la faible taille de la planète", souligne M. Pont.
Le télescope qui a servi à cette découverte est un télescope
Le télescope qui a servi à cette découverte est un télescope
amateur de 60 centimètres, implanté près du mont Cervin.
"Pour la mesure des transits, l'équipement n'est pas si
important. Il faut être là au bon moment et les grands
observatoires ne sont pas disponibles pour ce type de
mesure", ajoute-t-il.
http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/sciences/
http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/sciences/
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